Guggenheim Helsinki

local: Helsinki, Finlândia
status: concurso
projeto: 2014


Proposta do Arquea Arquitetos e do Estúdio 41 para o novo museu Guggenheim, em Helsinki. Concurso internacional de projetos que recebeu 1715 projetos, de 77 países, tornando-se o mais concorrido da história em número de participantes.

Um espaço de encontro, cheio de segurança, abrigo e proteção. Um lugar de reunião para a cidade de Helsinki, pensado em sua abundância, como a generosidade característica do povo finlandês e da sua terra. Uma visão metafórica da Finlândia, da sua natureza, suas florestas, sua água, seu clima e seu território, amplo, aberto e democrático.

Para o museu Guggenheim de Helsinki propõe-se uma estrutura espacial diversificada, composta a partir de espaços externos - que promovem a relação entre artefato construído e a cidade -  e de espaços internos - que promovem o percurso museográfico e a descoberta - ambos resultado da apropriação do tecido urbano da cidade e da área portuária.

A fluidez de percursos é uma regra, buscando trabalhar a surpresa do visitante passo a passo, através da variação de escalas entre os volumes.

A implantação do edifício articula-se construindo uma relação entre três linhas de força, resultantes da geometria da cidade e de sua paisagem urbana. Uma delas é uma reta paralela à Rua Etelaranta, a segunda é a continuidade de perspectiva da Rua Berhardinkatu, e a última é a linha d'água do Helsinki South Harbour.

Quando essas intenções espaciais se cruzam, dentro do lote, resulta um triângulo pitagórico de 90 x 120 x 150 metros. O maior cateto está alinhado com a direção norte-sul, o menor cateto alinha-se com a direção leste oeste e a hipotenusa com a linha d'água.
O espaço interno do museu se resolve em três volumes: o embasamento, a caixa de exposições e o auditório "black box". A esses volumes acresce-se a caixa triangular que conforma fachadas e cobertura.

Os vazios entre estes elementos volumétricos opacos resultam no átrio principal do museu. seu pé direito elevado - 15 metros - permite flexibilidade nas exposições, organizando e qualificando os espaços de percurso dos usuários. A ideia desse espaço é a da praça coberta, espaço que promove o encontro e as relações humanas.


equipe:
Bernardo Richter (Arquea)
Fernando Caldeira de Lacerda (Arquea)
Pedro Amin Tavares (Arquea)
Helena Engelhardt Wenzel de Carvalho (Arquea)
Emerson Vidigal (Estúdio 41)
Eron Costin (Estúdio 41)
Fabio Henrique Faria (Estúdio 41)
João Gabriel Moura Rosa Cordeiro (Estúdio 41)
Martin Kaufer Goic (Estúdio 41)
Dario Corrêa Durce (Estúdio 41)

consultoria:
AFA Consult (Portugal)

colaboradores:
Priscila Milena Vicentim (Arquea)
Marcelo Miotto (Estúdio 41)